sexta-feira, 11 de março de 2011

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     Um curso sobre um certo tipo de imagem. 

     Não se trata de datas, mas de fluxos. Os finais de 60, 70 e 80, os ínícios de 70, 80, 90
  
   : filmes paradigmáticos de um perííodo da imagem cinematográfica em suas relações com estruturas narrativas e com os referentes fora da imagem.
  
    Serge Daney chama de terceira fase, de maneirismo, ao que se nomeou, também, de formalismo ou esteticismo. Descaminhos do cinema moderno.Uma vez desmontados certos caminhos (de causa e certezaa), uma vez adotada a desorientação, assim de forma genérica, o que resta ao cinema? Os ismos da imagem

   Nem sempre são categorias essas palavras, esses substantivos com perfume de conceito duro. Muitas vezes, na cultura cinematográfica, como em toda cultura, são sensos comuns, aplicados para se medir a distância maior ou menor da imagem em relação aos modelos fora dela.
  
     Existe o fora?
     A invenção de um mundo ficional auto-consciente, reflexivo em momentos mais radicais, mas apenas paródico e referente em outros tantos, pode ser reduzido ou filosofado como movimento pós-moderno.

     Deixemos de lado essa racionalização para além da tela. Primeiro, os filmes,. De forma particular a princípio. De forma associativa em momento posterior. Associações menos por categorias, mais por afinidade de personalidade estilística, por uma forma de lidar com a imagem, com toda consciência de seu passado, com toda a crise manifestada na ansiedade por um outro caminho de originalidade, sem selo de autenticidade, mas com marcas de recombinações de quem estudou o ofício.

   Leituras: Andre Bazin, Serge Daney, Olivier Assayas. Textos disponíveis por ai e por aqui
    Filmes matrizes:
    
    Ano Passado em Marienbad, de Alain Resnais
    Acossado, de Jean-Luc Godard
    Made in USA, de Godard
    O Demônio das Onze Horas, de Godard
    A Mulher de Todos, de Rogerio Sganzerla
    Matou a Familia e foi ao Cinema, de Julio Bressane
    Eros + Massacre, de  Suzuki
    No Fundo do Coração, de Francis Ford Coppola
    Amarcord, de Fellini
    Fome de Viver, de Tony Scott

    Filmes dos 80 também nos 90
    
    Rumble Fish, de Francis Ford Coppola
    Duble de Corpo, de Brian De Palma
    Filme Demência, de Carlos Reichenbach
    Afogando em Números, de Peter Greanaway
    Movaux Sang, de Leo Carax
    Arizona Nunca Mais, de Joel Coen
    Cidade Oculta, de Chico Botelho 
    Tangos, Exílio de Gardel, de Fernando Solanas
    Veludo Azul, de David Lynch
    Mulheres a Beira de uma Ataque de Nervos, de Pedro Almodóvar
    Subway, de Luc Besson
    Diva, de Jean Jacques Beineix
    A Dama do Cine Shanghai, de Guilherme de Almeida Prado
    Barton Fink, de Joel Coen
    Sexo Mentiras e Videotape, de Steven Soderbergh
    Delicatessen, de Jean Pierre Jeneut
    Os Amantes da Ponte Neuf, de Carax
    Coração Selvagem, de Lynch
    Europa, de Lars Von Trier
    Naked Lunch, de David Cronenbergh
    Kika, de Almodóvar
    Fogueira das Vaidades, de De Palma

   Há buracos na lista, alguns propositais, outros por esquecimento, outros ainda por falta de disponibilidade dos filmes, mas toda a lista é sempre provisória. 

    Poucos exemplos latinos-americanos e asiáticos

    

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