Um curso sobre um certo tipo de imagem.
Não se trata de datas, mas de fluxos. Os finais de 60, 70 e 80, os ínícios de 70, 80, 90
: filmes paradigmáticos de um perííodo da imagem cinematográfica em suas relações com estruturas narrativas e com os referentes fora da imagem.
Serge Daney chama de terceira fase, de maneirismo, ao que se nomeou, também, de formalismo ou esteticismo. Descaminhos do cinema moderno.Uma vez desmontados certos caminhos (de causa e certezaa), uma vez adotada a desorientação, assim de forma genérica, o que resta ao cinema? Os ismos da imagem
Nem sempre são categorias essas palavras, esses substantivos com perfume de conceito duro. Muitas vezes, na cultura cinematográfica, como em toda cultura, são sensos comuns, aplicados para se medir a distância maior ou menor da imagem em relação aos modelos fora dela.
Existe o fora?
A invenção de um mundo ficional auto-consciente, reflexivo em momentos mais radicais, mas apenas paródico e referente em outros tantos, pode ser reduzido ou filosofado como movimento pós-moderno.
Deixemos de lado essa racionalização para além da tela. Primeiro, os filmes,. De forma particular a princípio. De forma associativa em momento posterior. Associações menos por categorias, mais por afinidade de personalidade estilística, por uma forma de lidar com a imagem, com toda consciência de seu passado, com toda a crise manifestada na ansiedade por um outro caminho de originalidade, sem selo de autenticidade, mas com marcas de recombinações de quem estudou o ofício.
Leituras: Andre Bazin, Serge Daney, Olivier Assayas. Textos disponíveis por ai e por aqui
Filmes matrizes:
Ano Passado em Marienbad, de Alain Resnais
Acossado, de Jean-Luc Godard
Made in USA, de Godard
O Demônio das Onze Horas, de Godard
A Mulher de Todos, de Rogerio Sganzerla
Matou a Familia e foi ao Cinema, de Julio Bressane
Eros + Massacre, de Suzuki
No Fundo do Coração, de Francis Ford Coppola
Amarcord, de Fellini
Fome de Viver, de Tony Scott
Filmes dos 80 também nos 90
Rumble Fish, de Francis Ford Coppola
Duble de Corpo, de Brian De Palma
Filme Demência, de Carlos Reichenbach
Afogando em Números, de Peter Greanaway
Movaux Sang, de Leo Carax
Arizona Nunca Mais, de Joel Coen
Cidade Oculta, de Chico Botelho
Tangos, Exílio de Gardel, de Fernando Solanas
Veludo Azul, de David Lynch
Mulheres a Beira de uma Ataque de Nervos, de Pedro Almodóvar
Subway, de Luc Besson
Diva, de Jean Jacques Beineix
A Dama do Cine Shanghai, de Guilherme de Almeida Prado
Barton Fink, de Joel Coen
Sexo Mentiras e Videotape, de Steven Soderbergh
Delicatessen, de Jean Pierre Jeneut
Os Amantes da Ponte Neuf, de Carax
Coração Selvagem, de Lynch
Europa, de Lars Von Trier
Naked Lunch, de David Cronenbergh
Kika, de Almodóvar
Fogueira das Vaidades, de De Palma
Há buracos na lista, alguns propositais, outros por esquecimento, outros ainda por falta de disponibilidade dos filmes, mas toda a lista é sempre provisória.
Poucos exemplos latinos-americanos e asiáticos
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