Nos primeiros minutos de "Coração Selvagem", direção de David Lynch, Lula aciona flash-backs, imagens de sua memória, de seu interior. Sangue e chamas.
Uma imagem com um dentro com outra imagem.
O fogo retorna em outros momentos.
Essa imagem de dentro, gerada pelo interior de um personagem, recusada por Jean Douchet em sua crítica a "O Ano Passado em Marienbad", de Alain Resnais, é irradiada lá dos anos 20 em muitos filmes vinculados à vanguarda francesa (de Jean Epstein, Germaine Dullac)
Nos anos 00, 90 anos depois da estilização da interioridade, de imagens de sonhos e de alucinações, de desejos e de lembranças, a imagem de dentro é standart.
Vejam os filmes recentes dos bombadinhos Daren Aronofski e Christopher Nolan.
"Cisne Negro" e "A Origem" são o paradigma.
Nos dois casos, há o dentro e fora, assim, bem ordenados, e no finalo fora se impóe, se não como certeza, certamente como direcionamento.
Um na morte.
O outro no retorno do luto.
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